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Arrendamento justo é aquele que divide a produtividade em partes iguais

Sex, 24 de Julho de 2020

 

Sempre levando em consideração a produtividade média da região, "o arrendamento deveria ser proporcional à fertilidade do solo", aponta Paulo Nicola, autor de dois livros sobre gestão financeira dentro das propriedades. Este é o foco de sua nova entrevista ao Notícias Agrícolas, dentro de uma série semanal onde procura orientar aos produtores a evitarem perdas consideráveis que afetam a sua lucratividade, e, com isso, incorrendo em crise financeira que pode levá-lo à inadimplência.

Paulo Nicola aponta uma séria preocupação com o aumento das falencias nas áreas agrícolas do País "essencialmente porque os produtores estão desatentos no que afeta o lucro bruto nas propriedades, principalmente em épocas de altas lucratividades, como ocorre atualmente". "Mas - acrescenta- épocas de vacas gordas costumam seguir por épocas de vacas magras".

Dentro das "pedras" -- que se transformam em verdadeiros obstáculos à lucratividade e à solvencia --, está o arrendamento, que, estranhamente, aumentam de valor como consequencia do aumento dos preços da principal commoditie negociada no Brasil, que é a soja. "Ora, o preço sobe para os dois, o arrendatário e ao proprietário da terra".

Por isso, Paulo Nicola aconselha um bom entendimento e um bom contrato com o proprietário, para evitar perdas e dissabores na parceria. "Essa é uma forma que come o lucro do produtor", diz Paulo Nicola, exemplificando seu aconselhamento mostrando a sua própria planilha de custos. (abaixo)

"-- Aliás, a principal mensagem é a anotação de seus dados", diz ele, que, além de produtor e empresáro, é professor de física e matemática.

Assita a reportagem completa no vídeo abaixo!

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Paulo Nicola

Paulo Nicola

Agropecuarista e engenheiro civil formado pela FURG. Concluiu MBA em Factoring pela FAI. Em 1980 criou a Nicola Engenharia. Atua em planejamento administrativo, financeiro e desenvolvimento empresarial. Membro do conselho de administração do Grupo Nicola. Na região Centro-Oeste do Brasil, administrou uma propriedade rural com 27.000 hectares, e ao Sul, atividades de agricultura, pecuária de corte e gado de cria em áreas que totalizavam 6.000 hectares. Diretor financeiro da Nicola e Fernandes Ltda., empresa que apoia mais de cem pequenas e médias empresas e dezenas de produtores rurais.